segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

1 ano e meio

Há uma distância enorme entre a idade de 1 ano e 2 meses e de 1 ano e 6 meses. É nesse período que as crianças começam a aprender que as pessoas têm desejos e preferências independente das delas. Mas, não é assim que as coisas começam. Os bebês pensam que, porque gostam de algo, o mundo inteiro também gosta. Essa pode ser a origem do poema "Os mandamentos do Bebê", que também chamo de "As sete regras de administração na perspectiva de um bebê":
Se eu quero, é meu.
Se eu der pra você e depois mudar de ideia, é meu.
Se eu posso tirar de você, é meu.
Se estamos construindo alguma coisa juntos, todas as peças são minhas.
Se é igual ao meu, é meu.
Se é meu, nunca vai pertencer a ninguém mais, independente de qualquer coisa.
Se é seu, é meu.

O homem e a mulher têm cérebros diferentes

Enquanto os homens possuem apenas um cromossomo x, as mulheres têm dois (mas um deles fica na reserva). Esse cromossomo é chamado de "local de badalação" cognitiva por conter uma porcentagem extraordinária de genes envolvidos na construção do cérebro.
As mulheres são mais complexas do ponto de vista genético porque o cromossomo x ativo em suas células é uma mistura do material genético da mãe com o pai. O cromossomo x dos homens é sempre herdado da mãe, e seu cromossomo y contém menos de 100 genes enquanto o x abriga cerca de 1,5 mil).
O cérebro dos homens e das mulheres se distinguem em termos estruturais e bioquímicos - os homens têm amigdala cerebelar maior e produzem serotonina mais rápido, por exemplo. Mas não se sabe se essas diferenças são importantes.
Homens e mulheres reagem se maneira diferente ao estresse agudo. Enquanto elas ativam a amigdala do hemisfério cerebral esquerdo e se lembram dos detalhes emocionais, eles utilizam a amigdala do hemisfério cerebral direito e apreendem o aspecto principal da experiência.

Visão

Nós vemos com o cérebro. Para um grande número de pessoas, o sistema visual do cérebro funciona como uma câmera, apenas coletando e processando dados visuais brutos fornecidos pelo mundo externo. Essa analogia, no entanto, descreve mais a função do olho, e não tão bem assim. Percebemos o ambiente visual mais como uma opinião do que o cérebro pensa que está lá. No ponto em que o campo visual está em seu estado mais fragmentado, cada pedacinho da imagem é separado em linhas horizontais e verticais, cores, movimento, formas e etc, o cérebro resolve reunir a informação espalhada. Afluentes individuais começam a se recombinar, a se misturar, a congregar as informações, comparando resultados e, depois, enviam a análise para centros cerebrais mais elevados. Os centros recebem esses cálculos altamente complicados de várias fontes e os integram em um nível ainda mais sofisticado. Eles vão subindo até alcançar dois rios gigantes de informação processada. Um deles, que se chama fluxo ventral, reconhece o que um objeto é e que cor tem. O outro, batizado de fluxo dorsal, identifica a sua localização no campo visual e percebe se ele se movimenta. "Regiões de associação" desempenham o trabalho de agrupar os sinais. Em seguida, enxergamos alguma coisa. Geralmente confiamos no nosso sistema visual para nos fornecer uma representação fiel, imediata e 100% precisa do que está a nossa frente. Isso acontece porque o cérebro inventa um preenchimento à partir da informação visual que chega dos fragmentos visuais captados. Inclusive do ponto cego que temos em cada olho. Quando os dois olhos trabalham juntos, de algum modo o cérebro intercala as informações que partem dos dois olhos.Ele cria hipóteses sobre a probabilidade de como o acontecimento em questão deveria ser e depois, em um palpite confiante, aproxima uma imagem que conseguimos ver. Ele faz um zilhão de cálculos e fornece sua suposição.

Nossos sentidos

Como sabemos que esse órgão tão citado, o cérebro, se desenvolveu em um ambiente multissensorial, podemos supor que, quanto mais informações sensoriais o meio apresenta, mais otimizadas se tornam as nossas capacidades de aprendizado. Poderíamos ir adiante e dizer que o oposto também é verdade: o aprendizado é menos eficiente em um ambiente unissensorial. E é exatamente isso que acontece, com implicações diretas nas áreas da educação e do trabalho. Não há dúvida entre os neurocientistas de que sinais múltiplos, transmitidos por meio de sentidos diferentes (visão, audição, tato, olfato e paladar), aprimoram o aprendizado. Eles aceleram as reações, aumentam a precisão, melhoram a detecção de estímulos e enriquecem a codificação no momento do aprendizado. Infelizmente, ainda não colhemos esse benefícios com regularidade nas salas de aula nem nos ambientes de trabalho. Temos que parar de negligenciar alguns dos nossos sentidos. Vimos que o tato e o olfato podem prestar contribuições valiosas ao processo do aprendizado. E se começássemos a pensar maneiras de adotá-los na sala de aula, talvez em combinação com tipos de apresentações mais comuns no processo de ensino? Será que aproveitaríamos seus efeitos estimulantes?
Um estudo mostrou que a combinação de cheiro e sono melhorava a consolidação da memória declarativa. Foi feito um jogo com dois grupos de pessoas. Um jogo da memória com animais. Um grupo jogou numa sala com cheiro de rosas e o outro grupo numa sala normal. Após o jogo os dois grupos tiveram uma noite de sono normal, mas o grupo que jogou sob o cheiro de rosas recebeu o quarto de dormir perfumado com o mesmo perfume da sala em que jogou. No dia seguinte foi pedido ao dois grupos que identificassem as posições das cartas do jogo do dia anterior. O grupo das rosas acertou 97% das posições e o grupo controle acertou 86%. Uma melhora significativa.

Estresse

Em primeiro lugar nem todo estresse é igual. Existem alguns tipos que prejudicam o aprendizado e outros que o estimulam. Em segundo lugar é difícil detectar quando alguém está nesse estado. Algumas pessoas adoram saltar de paraquedas por divertimento, enquanto outras consideram essa aventura o seu pior pesadelo. Não existe um grupo de reações fisiológicas capaz de assegurar a um pesquisador se alguém está sob o efeito do estresse. A razão disso? Muitos dos mecanismos que nos fazem encolher de pavor diante de um predador feroz também são usados quando saboreamos uma ceia de natal, por exemplo. O estado de excitação é característico tanto do estresse quanto do prazer. Hoje em dia nossos momentos de estresse não são medidos em rápidos encontros com leões. Agora nos vemos expostos por horas, dias e às vezes meses a situações caóticas que podem envolver desde um ambiente de trabalho opressivo a problemas financeiros. Nosso organismo não foi feito pra isso. E, quando quantidades moderadas de hormônios permanecem por um tempo excessivo no nosso corpo ou aumentam muito, elas se tornam bastante prejudiciais. A longo prazo, o excesso de adrenalina deixa de controlar a elevação da pressão sanguínea. E esses aumentos desregulados criam pontos ásperos como lixa dentro dos vasos sanguíneos. Os pontos se transformam em cicatrizes que permitem que substâncias pegajosas existentes no sangue se acumulem ali, obstruindo as artérias. Se isso acontecer nos vasos sanguíneos do coração, o resultado é um infarto do miocárdio. Caso ocorra no cérebro, a consequência é um AVC. Bruce McEwen teve a idéia de que existem sistemas que se modificam para manter o corpo estável. O sistema do estresse e seus vários subsistemas intrincados é um deles. Esse modelo diz que o estresse por si só, não é prejudicial nem tóxico. O que faz com que ele se torne nocivo é o resultado de uma interação complexa entre o mundo externo e a nossa capacidade fisiológica (e psicológica) de lidar com ele.
Crianças de todas as idades que assistem a desentendimentos frequentes entre os pais têm mais hormônios do estresse na urina. Não há nada que podem fazer pra acabar com a briga, e a perda (ou ausência) de controle causa uma debilidade emocional. John Gottman observou que, quando marido e mulher iniciam a transição para a condição de pais, as interações hostis entre eles aumentam significativamente. Os bebês costumam fazer três solicitações por minuto. Esse pesquisador fez intervenções enquanto algumas mulheres ainda estavam grávidas e queria saber o efeito de um ambiente emocional estabilizado sobre o sistema nervoso em desenvolvimento do bebê. As crianças do grupo de intervenção não choravam tanto e tinham também um desenvolvimento do sistema nervoso ajustado e estável muito diferente dos outros que não tiveram intervenção. Isso indica que as descobertas de Gottman podem mudar o mundo, começando com os boletins melhores dessas crianças.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Você acha que isso é descanso?

Se algum dia você tiver a oportunidade de escutar um cérebro que está dormindo, terá dificuldade em acreditar em seus ouvidos. Ele não dá a mínima impressão que está repousando. Ao contrário: sua atividade é extremamente intensa durante o "descanso", com legiões de neurônios enviando ruidosos comandos elétricos uns para os outros em padrões que mudam sem parar. Ainda assim, muitas pessoas afirmam que não pensam tão bem quando não dormem o suficiente.
Um grupo de alunos recebeu uma série de problemas de matemática e depois aprendeu um método de resolvê-los. Eles não foram avisados de que também havia um modo mais fácil de solucionar as questões, um "atalho" que poderia ser descoberto durante a realização dos exercícios. Caso se passem 12 horas após a sessão inicial de aprendizado e se peça aos alunos que resolvam mais exercícios, cerca de 20% deles descobrirão o atalho. Contudo, se nessas 12 horas estivessem incluídas cerca de 8 horas de sono regular, aquele percentual aumenta três vezes mais: 60%. Se o sono for interrompido em determinados estágios, qualquer progresso que tenha ocorrido durante a noite pode ser perdido.
Quando uma pessoa não dorme o suficiente, o aproveitamento da comida que ela ingere pode se reduzir em um terço. Sua capacidade de produzir insulina e extrair energia da sobremesa preferida do cérebro, a glicose, começa a cair drasticamente. Quando mantido, esse comportamento parece acelerar partes do processo de envelhecimento. E, caso ele tenha como retornar a rotina normal de sono, levará quase uma semana até que recupere a química normal da sua idade. O importante nessa questão é que a privação do sono compromete o desempenho mental em praticamente todas as maneiras em que é possível avaliá-lo. Além disso, causa danos à atenção, à função executiva, à memória imediata, à memória de trabalho, ao humor, às habilidades quantitativas, ao raciocínio lógico e ao conhecimento geral de matemática.
Nós repetimos à noite - durante o sono de ondas lentas - determinadas experiências de aprendizado que vivenciamos durante o dia. Nossas memórias de maior carga emocional são repetidas em um estágio diferente do ciclo do sono. Será que sentimos necessidade de dormir simplesmente para que possamos nos desligar do mundo exterior por um tempo e assim direcionar mais recursos de atenção às nossas estruturas cognitivas interiores? Será que o objetivo de dormirmos é porque somente assim conseguimos aprender?

Memória de longo prazo

No princípio, um traço de memória é flexível, instável, sujeito a correções e sofre alto risco de extinção. Mas, algumas permanecem. Talvez elas não sejam tão estáveis quanto imaginamos, apesar disso, as chamamos de memória de longo prazo.
Quando lembramos de um acontecimento do passado, a história é forçada a reiniciar o processo de consolidação desde o começo, toda vez que é recuperada. Quando memórias consolidadas saem do armazenamento de longo prazo e voltam à consciência, elas readquirem a sua natureza anterior, mutável e instável. Atuando como se tivessem acabado de entrar na memória de trabalho, elas podem necessitar de um reprocessamento para que permaneçam em uma forma duradoura.
Nos períodos relativamente iniciais do pós-aprendizado (que podem corresponder a minutos, horas ou dias), os sistemas de recuperação nos permitem fazer uma reprodução bastante específica e detalhada de determinada memória. Isso pode ser comparado ao modelo da biblioteca. Mas, à medida que o tempo passa, mudamos para um estilo mais parecido com o de Sherlock Holmes. A razão disso é que o transcorrer do tempo acarreta o enfraquecimento inevitável da lembrança de acontecimentos que já estiveram claros e bem detalhados na nossa mente. Em uma tentativa de preencher as lacunas, o cérebro é forçado a se valer de fragmentos parciais, inferências, suposições e, com frequência (o aspecto mais perturbador), de outras memórias que não tem relação com o evento em si. Sua natureza é verdadeiramente de reconstrução, bem parecida com a de um detetive de imaginação fértil. Tudo isso é usado em favor da criação de uma história coerente - algo que o cérebro gosta de fazer, a despeito da realidade. Então, com o tempo, os diversos sistemas de recuperação parecem passar por uma mudança gradual, partindo das reproduções específicas e pormenorizadas para esse quadro mais geral e abstrato.

Memória de curto prazo

Em geral, em um período de 30 dias, as pessoas se esquecem de 90% do que aprenderam na sala de aula. A maior parte desse esquecimento ocorre nas primeiras horas após o aprendizado. Hoje sabemos que o intervalo entre repetições é o componente crítico para converter memórias temporárias em uma forma mais duradoura. O aprendizado intervalado é muito superior ao aprendizado massificado. Esse momento do aprendizado é tão misterioso e complexo que não temos uma metáfora para descrever o que acontece no cérebro naqueles primeiros segundos. O pouco que sabemos sugere que essa situação é como a de um liquidificador ligado e sem tampa. A informação é literalmente picada em pedaços distintos à medida que vai entrando no cérebro e sendo espalhada por todo o interior da mente. Em termos formais, isso quer dizer que sinais de fontes sensoriais diversas são registrados em áreas específicas do cérebro. A informação é fragmentada e redistribuída no instante em que é encontrada. Quando você olha pra uma imagem complexa, por exemplo, seu cérebro distingue de imediato as linhas horizontais das verticais e as armazena em áreas diferentes. Isso acontece também com as cores. E, se a imagem estiver em movimento, o aspecto da sua movimentação será extraído e guardado em um lugar diverso daquele reservado às imagens estáticas. Uma mulher sofreu um AVC em uma região específica do cérebro e perdeu a capacidade de escrever as vogais. Se você pedir pra ela escrever uma frase simples, como "Seu cachorro correu atrás do gato", ela ficaria assim: "S..c.ch.rr.c.rr...tr.sd.g.t"
Pessoas com a síndrome de Balint, embora enxerguem um objeto não sabem dizer onde ele está, nem se estão se aproximando ou se afastando deles, pois eles enxergam um de cada vez, não tendo um ponto de referência para o objeto (sintoma chamado de simultagnosia).

Muitas coisas ao mesmo tempo

Isso é um mito.O cérebro se concentra naturalmente nos conceitos de forma sequencial, um de cada vez. Refiro-me àquela atividade que desaba quando a nossa mente vai a outro lugar durante uma apresentação chata. Estudos mostram que uma pessoa que sofre interrupções demora 50% mais tempo para concluir uma tarefa, e ela também erra 50% mais. Toda vez que passamos de uma atividade pra outra passamos por quatro etapas: alerta de mudança, solicitação de execução, liberação do assunto anterior, e inicio da execução. Um bom exemplo é dirigir e falar no celular simultaneamente. Quem fala ao telefone leva meio segundo a mais para frear em uma situação de emergência, necessita de mais tempo para retomar a velocidade normal depois de uma ocorrência desse tipo e fica mais audacioso em relação à distância que mantém do veículo à frente.

Atenção

Ninguém presta atenção em coisas chatas. 10 minutos é tempo máximo que conseguimos prestar atenção até que surja algo novo no assunto. As emoções chamam a nossa atenção. Um acontecimento carregado de emoção permanecem muito mais tempo na memória do que informações neutras. Qualquer um dos nossos ancestrais que não se lembrasse inteiramente de experiências ameaçadoras ou que não conseguisse comida de maneira adequada não viveria o suficiente para transmitir seus genes. Estudos mostram que a estimulação emocional faz com que a atenção se concentre na parte principal de uma experiência em detrimento de seus detalhes. Muitos pesquisadores acreditam que a memória funciona dessa forma: armazenando a essência do que vivenciamos, e não fazendo seu registro literal. O interessante é que a dependência que temos da parte essencial talvez seja imprescindível para que encontremos uma estratégia que nos permita lembrar das particularidades. A estratégia de um garçom para lembrar dos pedidos, emprega um princípio bem conhecido dos neurocientistas: a memória é fortalecida pela criação de associações entre conceitos. Quando conseguimos extrair significado de uma combinação de palavras, temos mais facilidade para nos recordar das particularidades. O significado vem antes dos detalhes.

Um neurônio específico para Jennifer Aniston

Nascemos com diversos circuitos pré-programados. Mas o cérebro deixa algumas partes para serem concluídas com as experiências externas.
Um homem com um certo tipo de epilepsia vai fazer uma operação cerebral e participa de uma experiência. Os médicos estavam analisando como os neurônios respondiam aos estímulos visuais. Quando foi mostrado a ele uma foto da atriz Jennifer Aniston, apenas um neurônio acendeu. Os médicos ficaram impressionados. Ele tinha também um neurônio específico para a atriz Halle Berry.
O cérebro é tão sensível a estímulos externos que as suas conexões físicas dependem da cultura em que vivemos. Nem gêmeos univitelinos têm conexões iguais no cérebro.

Sobrevivência

John Medina:
Quando estava com 4 anos, meu filho Noah pegou um galho de árvore no quintal e me mostrou.
- Que galho legal você arrajou, querido! - eu disse.
Ele respondeu, todo sério:
- Não é um galho. É uma espada! Mãos ao alto!
E eu levantei os braços.
Existem duas maneiras de vencer a crueldade do ambiente: ficando mais forte ou mais inteligente.
Nós escolhemos a segunda. Uma das maiores contribuições para a nossa inteligência foi a característica humana que nos diferencia dos gorilas: a capacidade de usar o raciocínio simbólico.
Somos tão bons em fazer representações duais que juntamos símbolos para fabricar uma série de significados. Isso nos capacita a ter linguagem e também a escrevê-la. Pensar matematicamente e criar arte. Quando nascemos essa capacidade ainda não está formada. DeLoache conseguiu mostrar com muita segurança em uma experiência com meninas de 2 anos e meio e 3 anos de idade. Em seu laboratório, uma garotinha brincava com uma casa de bonecas. A sala ao lado era idêntica à sala da casa de boneca. DeLoache colocava um caozinho de plástico em baixo do sofá da casa de boneca e depois, incentivava a menina ir até a sala grande e encontrar a versão do cachorro em tamanho normal. As que tinham 3 anos olhavam imediatamente para debaixo do sofá grande e achavam o cão verdadeiro. As de 2 anos e meio não faziam idéia de onde procurá-lo.

Os exercícios aumentam o poder do cérebro

Dá pra escolher como será nosso envelhecimento?
Ouvimos falar de pessoas idosas vendendo saúde e também com a saúde precária. Estudos estão sendo feitos para verificar o que essas pessoas fizeram durante a sua vida inteira.
No livro conta-se a história de Jim e Frank. Jim ficava sentado o dia inteiro sem fazer absolutamente nada por volta dos seus 90 anos. Frank dava uma entrevista muito dinâmica e interessante sobre uma catedral. Uma dessas mentes de 90 anos havia se apagado e a outra estava incandescente.
Os pesquisadores identificaram muitas variáveis, da natureza à forma de criação que contribuem para nossa capacidade de envelhecer em boas condições. E eles concluíram que um dos fatores que mais pesam na previsão de que o envelhecimento ocorrerá com boa qualidade de vida é a presença ou ausência do sedentarismo. Pessoas que fazem atividades físicas se saem melhor do que as que se entregam ao sofá. É o que indicam os testes que avaliam a memória de longo prazo, o raciocínio, a atenção, a aptidão para solucionar problemas e até mesmo o desempenho nas chamadas tarefas de inteligência fluida. Eles descobriram também que, quando indivíduos sedentários dão início a um programa de exercícios aeróbicos, todos os tipos de habilidades mentais começam a entrar nos eixos. Quando os exercícios foram suspensos, as taxas despencaram, retornando aos níveis originais. O risco de ter demência geral ao longo da vida cai pela metade para quem pratica atividades físicas em suas horas livres. Mas, essas vantagens são percebidas nos primeiros dias das atividades, e só aumentam com o passar dos anos. Nosso cérebro precisa que o caminho do sangue até ele esteja livre, e é aí que entram os exercícios. Precisamos do combustível do corpo para o cérebro funcionar. O sangue passa com mais facilidade quando estamos nos exercitando, pois os vasos se dilatam e são fortalecidos pelas atividades musculares. Reduzindo os riscos de AVC e muitas outras doenças. Nosso cérebro refinado não evoluiu enquanto descansávamos, e sim enquanto nos exercitávamos.