segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Nossos sentidos

Como sabemos que esse órgão tão citado, o cérebro, se desenvolveu em um ambiente multissensorial, podemos supor que, quanto mais informações sensoriais o meio apresenta, mais otimizadas se tornam as nossas capacidades de aprendizado. Poderíamos ir adiante e dizer que o oposto também é verdade: o aprendizado é menos eficiente em um ambiente unissensorial. E é exatamente isso que acontece, com implicações diretas nas áreas da educação e do trabalho. Não há dúvida entre os neurocientistas de que sinais múltiplos, transmitidos por meio de sentidos diferentes (visão, audição, tato, olfato e paladar), aprimoram o aprendizado. Eles aceleram as reações, aumentam a precisão, melhoram a detecção de estímulos e enriquecem a codificação no momento do aprendizado. Infelizmente, ainda não colhemos esse benefícios com regularidade nas salas de aula nem nos ambientes de trabalho. Temos que parar de negligenciar alguns dos nossos sentidos. Vimos que o tato e o olfato podem prestar contribuições valiosas ao processo do aprendizado. E se começássemos a pensar maneiras de adotá-los na sala de aula, talvez em combinação com tipos de apresentações mais comuns no processo de ensino? Será que aproveitaríamos seus efeitos estimulantes?
Um estudo mostrou que a combinação de cheiro e sono melhorava a consolidação da memória declarativa. Foi feito um jogo com dois grupos de pessoas. Um jogo da memória com animais. Um grupo jogou numa sala com cheiro de rosas e o outro grupo numa sala normal. Após o jogo os dois grupos tiveram uma noite de sono normal, mas o grupo que jogou sob o cheiro de rosas recebeu o quarto de dormir perfumado com o mesmo perfume da sala em que jogou. No dia seguinte foi pedido ao dois grupos que identificassem as posições das cartas do jogo do dia anterior. O grupo das rosas acertou 97% das posições e o grupo controle acertou 86%. Uma melhora significativa.

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