domingo, 27 de janeiro de 2013

Memória de curto prazo

Em geral, em um período de 30 dias, as pessoas se esquecem de 90% do que aprenderam na sala de aula. A maior parte desse esquecimento ocorre nas primeiras horas após o aprendizado. Hoje sabemos que o intervalo entre repetições é o componente crítico para converter memórias temporárias em uma forma mais duradoura. O aprendizado intervalado é muito superior ao aprendizado massificado. Esse momento do aprendizado é tão misterioso e complexo que não temos uma metáfora para descrever o que acontece no cérebro naqueles primeiros segundos. O pouco que sabemos sugere que essa situação é como a de um liquidificador ligado e sem tampa. A informação é literalmente picada em pedaços distintos à medida que vai entrando no cérebro e sendo espalhada por todo o interior da mente. Em termos formais, isso quer dizer que sinais de fontes sensoriais diversas são registrados em áreas específicas do cérebro. A informação é fragmentada e redistribuída no instante em que é encontrada. Quando você olha pra uma imagem complexa, por exemplo, seu cérebro distingue de imediato as linhas horizontais das verticais e as armazena em áreas diferentes. Isso acontece também com as cores. E, se a imagem estiver em movimento, o aspecto da sua movimentação será extraído e guardado em um lugar diverso daquele reservado às imagens estáticas. Uma mulher sofreu um AVC em uma região específica do cérebro e perdeu a capacidade de escrever as vogais. Se você pedir pra ela escrever uma frase simples, como "Seu cachorro correu atrás do gato", ela ficaria assim: "S..c.ch.rr.c.rr...tr.sd.g.t"
Pessoas com a síndrome de Balint, embora enxerguem um objeto não sabem dizer onde ele está, nem se estão se aproximando ou se afastando deles, pois eles enxergam um de cada vez, não tendo um ponto de referência para o objeto (sintoma chamado de simultagnosia).

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