segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Visão
Nós vemos com o cérebro. Para um grande número de pessoas, o sistema visual do cérebro funciona como uma câmera, apenas coletando e processando dados visuais brutos fornecidos pelo mundo externo. Essa analogia, no entanto, descreve mais a função do olho, e não tão bem assim. Percebemos o ambiente visual mais como uma opinião do que o cérebro pensa que está lá. No ponto em que o campo visual está em seu estado mais fragmentado, cada pedacinho da imagem é separado em linhas horizontais e verticais, cores, movimento, formas e etc, o cérebro resolve reunir a informação espalhada. Afluentes individuais começam a se recombinar, a se misturar, a congregar as informações, comparando resultados e, depois, enviam a análise para centros cerebrais mais elevados. Os centros recebem esses cálculos altamente complicados de várias fontes e os integram em um nível ainda mais sofisticado. Eles vão subindo até alcançar dois rios gigantes de informação processada. Um deles, que se chama fluxo ventral, reconhece o que um objeto é e que cor tem. O outro, batizado de fluxo dorsal, identifica a sua localização no campo visual e percebe se ele se movimenta. "Regiões de associação" desempenham o trabalho de agrupar os sinais. Em seguida, enxergamos alguma coisa. Geralmente confiamos no nosso sistema visual para nos fornecer uma representação fiel, imediata e 100% precisa do que está a nossa frente. Isso acontece porque o cérebro inventa um preenchimento à partir da informação visual que chega dos fragmentos visuais captados. Inclusive do ponto cego que temos em cada olho. Quando os dois olhos trabalham juntos, de algum modo o cérebro intercala as informações que partem dos dois olhos.Ele cria hipóteses sobre a probabilidade de como o acontecimento em questão deveria ser e depois, em um palpite confiante, aproxima uma imagem que conseguimos ver. Ele faz um zilhão de cálculos e fornece sua suposição.
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