domingo, 27 de janeiro de 2013

Sobrevivência

John Medina:
Quando estava com 4 anos, meu filho Noah pegou um galho de árvore no quintal e me mostrou.
- Que galho legal você arrajou, querido! - eu disse.
Ele respondeu, todo sério:
- Não é um galho. É uma espada! Mãos ao alto!
E eu levantei os braços.
Existem duas maneiras de vencer a crueldade do ambiente: ficando mais forte ou mais inteligente.
Nós escolhemos a segunda. Uma das maiores contribuições para a nossa inteligência foi a característica humana que nos diferencia dos gorilas: a capacidade de usar o raciocínio simbólico.
Somos tão bons em fazer representações duais que juntamos símbolos para fabricar uma série de significados. Isso nos capacita a ter linguagem e também a escrevê-la. Pensar matematicamente e criar arte. Quando nascemos essa capacidade ainda não está formada. DeLoache conseguiu mostrar com muita segurança em uma experiência com meninas de 2 anos e meio e 3 anos de idade. Em seu laboratório, uma garotinha brincava com uma casa de bonecas. A sala ao lado era idêntica à sala da casa de boneca. DeLoache colocava um caozinho de plástico em baixo do sofá da casa de boneca e depois, incentivava a menina ir até a sala grande e encontrar a versão do cachorro em tamanho normal. As que tinham 3 anos olhavam imediatamente para debaixo do sofá grande e achavam o cão verdadeiro. As de 2 anos e meio não faziam idéia de onde procurá-lo.

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